Como as mídias sociais podem colaborar e serem utlizadas em setores como arte, cultura e esporte, especificamente para organizações sem fins lucrativos?
Carol Terra: As mídias sociais não são exclusividade de um ou outro setor. Portanto, aproveitá-las para o Terceiro Setor ou outros setores como os mencionados acima é totalmente válido e interessante. Podemos ter blogs que falem destes temas, comunidades em sites de relacionamento, fóruns de discussão que envolvam os assuntos de especialidade das organizações envolvidas, fazer campanhas de conscientização em torno de causas, criar perfis nas mais diversas redes sociais para assim conseguir o envolvimento e o engajamento de vários atores nestes ambientes. Tornar uma mensagem viral, estar presente nas redes sociais e arregimentar participantes para as causas defendidas podem ser ações bem mais baratas e efetivas do que investir em uma grande campanha de marketing nas mídias tradicionais, sobretudo para quem sofre de restrições financeiras como as ONGs.
Marco Gomes: Por serem formadas por pessoas independentes, as mídias sociais podem ter um grande impacto em ações promovidas por ONGs e outras ações sem fins lucrativos. Se impactadas de maneira educada e coerente, as pessoas tendem a ajudar ações com as quais simpatizam, seja nas ruas ou em sites de conteúdo gerado por usuário. Estas organizações dependem diretamente de sua imagem, recomendações de pessoas, testemunhos espontâneos, comentários em redes e goodwill. Todos estes são elementos intrínsecos às mídias sociais e podem ser explorados em uma campanha publicitária. Exemplos recentes como as campanhas de Doações ao GRAAC ou de Adoção de Animais da CCZ mostram como os usuários de mídias sociais são receptivos a este tipo de ações. Podemos observar em três meses de campanha do GRAAC uma participação ativa de mais de 3.500 usuários do Twitter e mais de 5 milhões de impressões voluntárias da publicidade em blogs.
