Qual é a melhor estratégia: oferecer alguma recompensa (premiação) sempre para o participante de alguma interação ou escrever uma mensagem distribuida com criatividade que gera um buzz natural?
Luli Radfahrer: Recompensas são suborno. Podem até ser usadas em uma primeira ação da marca, mas seu resultado costuma ser bastante nocivo a médio ou longo prazo. É uma prática que pode ser facilmente copiada pela concorrência e agrega pouco valor à marca. Como nos descontos, esses prêmios costumam gerar uma competição em que qualquer diferencial de qualidade acaba se perdendo. Já a mensagem criativa é controversa: pode ser boa ou ruim, pode ter um impacto temporário, pode até gerar uma repercussão ruim. Por isso, mais importante do que pensar no criativo é pensar no relevante. As mídias sociais mostram às empresas que elas não estão fazendo favores a ninguém: seus produtos são comprados normalmente. Por isso elas precisam aprender a respeitar e agradecer àqueles que os sustentam. A melhor forma de fazê-lo é deixar de lado a postura arrogante e emergencial (compre já! Vai acabar! Só até sábado! Últimos dias! Queima de estoque!) da velha publicidade e passar a conversar mais com seus clientes.
Edney: Hubs sociais são pessoas comuns. Pessoas são diferentes. Elas podem ser jornalistas e, por questão de ética pessoal ou da profissão, sentirem-se incomodadas com premiações. Ou elas podem ter um espírito vendedor e ficar ofendidas se você insinuar que não receberão em troca de algo que entendem como um serviço prestado. Ou ainda, podem ser pessoas apaixonadas pelo tema e se sentirem decepcionadas se você simplesmente oferecer um brinde ao invés de uma oportunidade de conversar com alguém influente sobre o assunto. Você precisa avaliar qual é o seu público e quais são os hubs que o influenciam e decidir a estratégia baseado nessa pesquisa.
